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Arte popular

Mirian Inêz da Silva (1939 Trindade / GO - 1996 Rio de Janeiro / RJ), "Santo Onofre". Óleo sobre madeira. Assinado e datado 1973. Med 22 x 13 x 2,5 cm de espessura. Sujidade sobre a camada pictórica. Marcas do tempo. Coleção Particular Eduardo Cavalcanti - Rio de Janeiro/RJ. A obra foi adquirida pelo colecionador nos anos 90. no leilão Gioconda Arte & Leilões. Rio de Janeiro/RJ. Nota Biográfica: Mirian foi uma artista plástica goiana, nascida na cidade de Trindade-GO em 1939 e um dos nomes mais respeitados da pintura popular brasileira. Iniciou a carreira de artista como gravadora e estudou na Escola Goiana de Artes Plásticas. A profissão de gravadora que lhe deu grande notoriedade na década de 1960, sobretudo após sua participação em duas bienais de arte em São Paulo, 1963 e 1967. Seu trabalho com a xilogravura tinha, segundo os críticos, grande qualidade técnica. Retratava coisas simples do cotidiano, mas com um grande rigor no entalhe. Nestas obras, predominava a cor preta em meio aos veios brancos, propositadamente deixados pelo seu entalhe. Mirian abandonou a xilogravura no final dos anos de 1960. Em 1970 realizou sua primeira exposição de pinturas no Rio de Janeiro, cidade onde passou a residir até a sua morte em 1996. Na pintura, Mirian tratava de aspectos da sociabilidade no meio rural e urbano, a cultura popular brasileira, a cultura de massas e as representações religiosas. Com a pintura, sua obra ganhou luz, cor e brasilidade, centrada sobretudo na cultura e na natureza. São composições bastante singelas, as vezes ingênuas e repetitivas, pintadas sobre pequenas tábuas de madeira recortada. Todas elas apresentam uma estrutura geométrica nas bordas e um espaço branco disponível à narrativa no centro. Segundo Miguel Chaia, curador da exposição Mirian, realizada na Galeria Estação de São Paulo em 2015, há na obra de Mirian ...uma tensão que se dá permanentemente nas suas pinturas, qual seja, a convivência entre uma ordem abstrata e geométrica e uma ordem figurativa. Ao longo de sua vida Mirian participou de várias exposições individuais e coletivas. Nas décadas de 1960 e 1970, expôs sua obra em várias galerias do Rio de Janeiro, dentre ela a Galeria Bonino. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1963 e 1967); do Salão Nacional de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1966); da 1ª e da 2ª Exposição da Jovem Gravura Nacional no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; da Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969), e das mostras Peintres de L'Imaginaire (Paris, 1976) e Pintura Primitiva do Brasil (Museo de Arte Carrillo Gil, México, 1980). Para mim pintar é vida. Pinto o que amo e sinto no coração. O povo para mim, o Brasil são uma atração grande demais. Curto ouvir causos, música popular e o mais importante, estou muito com gente, mas não importa a escala social. Minha pintura deve muito aos grandes mestres que tive em Goiás. E, no Rio, o Ivan Serpa. Mirian Inêz da Silva (1983)

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Tipo: Arte popular

Mirian Inêz da Silva (1939 Trindade / GO - 1996 Rio de Janeiro / RJ), "Santo Onofre". Óleo sobre madeira. Assinado e datado 1973. Med 22 x 13 x 2,5 cm de espessura. Sujidade sobre a camada pictórica. Marcas do tempo. Coleção Particular Eduardo Cavalcanti - Rio de Janeiro/RJ. A obra foi adquirida pelo colecionador nos anos 90. no leilão Gioconda Arte & Leilões. Rio de Janeiro/RJ. Nota Biográfica: Mirian foi uma artista plástica goiana, nascida na cidade de Trindade-GO em 1939 e um dos nomes mais respeitados da pintura popular brasileira. Iniciou a carreira de artista como gravadora e estudou na Escola Goiana de Artes Plásticas. A profissão de gravadora que lhe deu grande notoriedade na década de 1960, sobretudo após sua participação em duas bienais de arte em São Paulo, 1963 e 1967. Seu trabalho com a xilogravura tinha, segundo os críticos, grande qualidade técnica. Retratava coisas simples do cotidiano, mas com um grande rigor no entalhe. Nestas obras, predominava a cor preta em meio aos veios brancos, propositadamente deixados pelo seu entalhe. Mirian abandonou a xilogravura no final dos anos de 1960. Em 1970 realizou sua primeira exposição de pinturas no Rio de Janeiro, cidade onde passou a residir até a sua morte em 1996. Na pintura, Mirian tratava de aspectos da sociabilidade no meio rural e urbano, a cultura popular brasileira, a cultura de massas e as representações religiosas. Com a pintura, sua obra ganhou luz, cor e brasilidade, centrada sobretudo na cultura e na natureza. São composições bastante singelas, as vezes ingênuas e repetitivas, pintadas sobre pequenas tábuas de madeira recortada. Todas elas apresentam uma estrutura geométrica nas bordas e um espaço branco disponível à narrativa no centro. Segundo Miguel Chaia, curador da exposição Mirian, realizada na Galeria Estação de São Paulo em 2015, há na obra de Mirian ...uma tensão que se dá permanentemente nas suas pinturas, qual seja, a convivência entre uma ordem abstrata e geométrica e uma ordem figurativa. Ao longo de sua vida Mirian participou de várias exposições individuais e coletivas. Nas décadas de 1960 e 1970, expôs sua obra em várias galerias do Rio de Janeiro, dentre ela a Galeria Bonino. Participou da Bienal Internacional de São Paulo (1963 e 1967); do Salão Nacional de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1966); da 1ª e da 2ª Exposição da Jovem Gravura Nacional no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo; da Bienal de Gravura de Santiago do Chile (1969), e das mostras Peintres de L'Imaginaire (Paris, 1976) e Pintura Primitiva do Brasil (Museo de Arte Carrillo Gil, México, 1980). Para mim pintar é vida. Pinto o que amo e sinto no coração. O povo para mim, o Brasil são uma atração grande demais. Curto ouvir causos, música popular e o mais importante, estou muito com gente, mas não importa a escala social. Minha pintura deve muito aos grandes mestres que tive em Goiás. E, no Rio, o Ivan Serpa. Mirian Inêz da Silva (1983)

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Informações

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    • Lote Vendido
Termos e Condições
Condições de Pagamento
Frete e Envio
  • TERMOS E CONDIÇÕES

    1. As peças que compõem o presente LEILÃO, foram cuidadosamente espertizadas pelos organizadores que, solidários com os proprietários das mesmas, se responsabilizam por suas descrições.

    2. Em caso eventual de engano na espertizagem de peças, comprovado por peritos idôneos, e mediante laudo assinado, ficará desfeita a venda, desde que a reclamação seja feita em até 5 dias após o término do leilão. Findo o prazo, não será mais admitidas quaisquer reclamação, considerando-se definitiva a venda.

    3. As peças estrangeiras serão sempre vendidos como Atribuídas.

    4. O Leiloeiro não é proprietário dos lotes, mas o faz em nome de terceiros, que são responsáveis pela licitude e desembaraço dos mesmos.

    5. Elaborou-se com esmero o catálogo, cujos lotes se acham descritos de modo objetivo. As peças serão vendidas NO ESTADO em que foram recebidas e expostas. Descrição de estado ou vícios decorrentes do uso será descrito dentro do possível, mas sem obrigação.Pelo que se solicita aos interessados ou seus peritos, prévio e detalhado exame até o dia do pregão. Depois da venda realizada não serão aceitas reclamações quanto ao estado das mesmas nem servirá de alegação para descumprir compromisso firmado.

    6. Os leilões obedecem rigorosamente à ordem do catalogo.

    7. Ofertas por escrito podem ser feitas antes dos leilões, ou autorizar a lançar em seu nome; o que será feito por funcionário autorizado.

    8. O Leiloeiro colocará a titulo de CORTESIA, de forma gratuita e confidencial, serviço de arrematação pelo telefone, sem que isto o obrigue legalmente perante falhas de terceiros.

    9. O Leiloeiro se reserva o direito de não aceitar lances de licitante com obrigações pendentes.

    10. Adquiridas as peças e assinado pelo arrematante o compromisso de compra, NÃO MAIS SERÃO ADMITIDAS DESISTÊNCIAS sob qualquer alegação.

    11. O arremate será sempre em moeda nacional. A progressão dos lances, nunca inferior a 5% do anterior, e sempre em múltiplo de dez. Outro procedimento será sempre por licença do Leiloeiro; o que não cria novação.

    12. Em caso de litígio prevalece a palavra do Leiloeiro.

    13. As peças adquiridas deverão ser pagas e retiradas IMPRETERIVELMENTE em até 48 horas após o término do leilão, e serão acrescidas da comissão do Leiloeiro, (5%) e do ISS (0,25%). Não sendo obedecido o prazo previsto, o Leiloeiro poderá dar por desfeita a venda e, por via de EXECUÇÃO JUDICIAL, cobrar sua comissão e a dos organizadores.

    14. O descumprimento destas condições pelo arrematante resultará na impossibilidade do mesmo alegar qualquer fim de direito, ficando eleito o foro do estado do Rio de Janeiro Comarca da Capital, para dirimir qualquer incidente alusivo à arrematação

  • CONDIÇÕES DE PAGAMENTO

    À vista, com acréscimo da taxa do leiloeiro de 5%,
    conforme instrução a ser enviada por e-mail após o término do leilão.
    Não aceitamos cartões de crédito.

  • FRETE E ENVIO

    As despesas com retirada e remessa dos lotes, são de responsabilidade dos arrematantes. Veja nas Condições de Venda do Leilão.
    Despachamos para todos os estados.